Monthly Archive for maio, 2010

Intercom Sul 2010, resumo inicial

Nos pontos turísticos de qualquer lugar do mundo, geralmente, é possível encontrar souvenirs (são objetos que representam e resgatam a memória daquele lugar). Podem ser estatuetas, cartões postais, peças de vestuário e por aí vai. No meu entender, são coisas singelas, mas de grande valor. Principalmente se você ainda as tiver depois de 20 ou 30 anos. Geram boas histórias e ótimas recordações (é o que ouço dizer).

Crachá e Broche do Intercom Sul 2010 Intercom Sul 2010 / Foto: Alan Marcel

Quem acompanha o blog, sabe que na semana passada estive em um congresso de estudantes de comunicação na região metropolitana de Porto Alegre. Mais precisamente, em Novo Hamburgo. E de lá, trouxe diversas lembranças que considero souvenirs. Conto-lhes a história…

A chegada a Novo Hamburgo já rendeu diversos objetos.  Na Feevale, recebemos sacolas, crachá, cordão, CD, adesivos, ingressos para festa, blocos de anotação e comerciais da empresa que forneceu os brindes (não podia faltar né).

Chegada a Feevale Chegada a Feevale / Foto: Rafael Hoff

Entrega dos materiais Recebimento dos materiais do evento / Foto: Rafael Hoff

Era tudo mudo muito legal, alguns de grande utilidade, como o tiket que valia meia entrada para a festa oficial do evento, que ninguém foi. Cansado… canseira, canseira… canseira… canseira, canseira detonou!

No entanto, a festa rolou no hotel mesmo. Luan no violão de cinco cordas (uma arrebentada), Ricardo, Rafael e Marlise na primeira voz; Alan (eu), Gabriele, Angela , Samy, Ana e Thaís como back vocal, e Paulo Dim, como o “beatboxer” da noite. Som bacana, pizza, chocolate e trago conseguiram entreter os “astros” da música catarinense até 5h.

Luan o violeiro Luan o violeiro da noite / Foto: Alan Marcel

Mas ainda havia um compromisso em Novo Hamburgo. Praticamente duas horas depois (7h da matina), despertadores começam a acordar os boêmios, pois 8h estava marcado o horário para deslocamento até a Feevale, onde seria divulgado o resultado do Intercom Sul 2010. Zé Motora já aguardava no busão.

Zé Motora Zé Motora, rei das pistas / Foto: Alan Marcel

Auditório principal da Feevale lotado. Caras de sono e bocejos (praticamente todos que estavam lá, provavelmente jogaram-se à Sbórnia).

Auditório Lotado Auditório lotado na Feevale / Foto: Rafael Hoff

Mas já são quase 10h da manhã, Unoesc São Miguel na expectativa. Quatro alunos inscreveram trabalhos e aguardavam a possível premiação e classificação para o Intercom Nacional 2010, que será realizado em Caxias do Sul no mês de setembro. Depois de alguns imprevistos, o resultado. Infelizmente os quatro não foram premiados, apenas dois. Ricardo Torres e Alan Marcel (eu mesmo) estão classificados para ir a Caxias do Sul.

Alan e Ricardo comemoramAlan e Ricardo comemoram a premiação / Foto: Rafael Hoff

Materiais do Intercom SulAlguns materiais entregues no evento / Foto: Alan Marcel

Mas é hora de partir, rumo a Porto Alegre (Zé Motora espera novamente no busão). Diversos veículos de comunicação aguardam nossas visitas. Oportunidade única para estudantes que moram a praticamente 600km da capital gaúcha. Dentre os locais de visitação, Coletiva.net, RBS TV, Jornal Correio do Povo, Band TV, Museu de Tecnologia da PUC, Assembléia Legislativa do RS, TV universitária da PUC, Gasômetro, Centro de Cultura Mário Quintana entre outros lugares.

Coletiva.Net

Galera na redação do Coletiva.Net / Foto: Coletiva.net

Visita ao grupo BandVisita ao Grupo Band / Foto: Rafael Hoff

Correio do PovoNa redação do jornal Correio do Povo / Foto: Alan Marcel

Assembléia Legislativa RSMarlise e Gi na Assembléia Legislativa do RS / Foto: Alan Marcel

Museu PUCEm frente ao Museu de Tecnologia da PUC-RS / Foto: Rafael Hoff

RBS TVGalera ao vivo no JA na RBS / Foto: Rafael Hoff

Após dois dias em POA, é hora de partir para a região serrana do Rio Grande do Sul. Lá, os locais visitados foram: UCS TV e Jornal O Pioneiro em Caxias do Sul, Rádio Viva em Bento Gonçalves e também um barzinho em Garibaldi onde o assessor da prefeitura tomou café conversou com os estudantes.

Jornal O PioneiroDepartamento de Fotografia do jornal O Pioneiro / Foto: Rafael Hoff

Rádio VivaRádio Viva também recebeu os estudantes / Foto: Alan Marcel

Contudo, lugares de entretenimento também fazem parte da lista, principalmente os shoppings. E o resultado de tudo isso é resumido em uma palavra: despesas.

DespesasAlguns dos gastos foram registrados / Foto: Alan Marcel

RevistasRevistas adquiridas ao longo da semana / Foto: Alan Marcel

Sobrou até um tempinho para produzir uma “obra de arte”.

Obra de arteObra de arte do Alan / Foto: Alan Marcel

Foram sete dias de viagem. De domingo a domingo. Conhecimento e experiências que, acredito eu, serão lembrados a vida inteira. Novas amizades, novas formas de ver o mundo. Todos aprenderam e todos ensinaram alguma coisa durante aquela semana. Agradeço aos meus colegas pela boa companhia e os desejo sucesso. Valeu gente!

Galera reunida

Beatbox em comerciais de televisão, mermão!

Caixa de batida. Essa seria a tradução literal do termo em inglês, beatbox. Teoricamente, beatbox é o ato de reproduzir sons com a boca e cavidades nazal. Contudo, a técnica tem se aperfeiçoado e ganha espaço na cultura de massa. Hoje, embora ainda seja um instrumento de manifestação da cultura hip hop, o beatbox já ultrapassa os “cercados” de origem, que deu-se nos guetos de Nova York, na década de 80.

Já a cultura hip hop, berço do beatbox, foi uma manifestação ocorrida nos Estados Unidos, por volta de 1930. Músicos e dançarinos ficaram desempregados devido a uma crise econômica no país e resolveram mostrar seus talentos nas ruas. É caracterizado pelao Rap, grafitagem (pinturas) e dança estilo break.

Mas volto ao início do post, ainda sobre o assunto beatbox. Recebi esta semana, um e-mail com um vídeo comercial de um carro, onde todos os sons são produzidos por um coral de “beatboxers” (acho que não existe esse termo), rsrs. Barulho de chuva, limpador de para-brisas, ronco do motor, de pneus e todos os outros sons imagináveis saem das bocas de diversas pessoas. Vale a pena conferir essa criativa ideia.

Eduque seus ouvidos para enxergar melhor

Por favor! Feche os olhos e sinta. Mas não tente adivinhar onde o som vai te levar.

Recebi a indicação para assistir a um solo de guitarra no youtube, ainda quando estava em Novo Hamburgo/RS, semana passada. O vídeo é uma interpretação “eletrizante” de uma composição clássica do Johann Pachellbel (lê-se iohan). Nunca ouvi música clássica tá gente. Então recorri ao google para buscar informações sobre o cara. No calor da hora, apenas me impressionei com o talento do guitarrista. Contudo, ao chegar em casa, fiz exatamente o que escrevi ali em cima. Fechei os olhos e deixei o som mexer com meus pensamentos. Foi a oportunidade que faltava para perceber que realmente conheço nada sobre música. E que é preciso ver as coisas como elas não são.

Sempre tive um preconceito que me afastava da música clássica. Isso porque, no meu entender, faço parte de uma cultura não-elitizada, de massa, influenciada pelos meios de comunicação. Grande parte das pessoas que conheço pertencem a essa mesma cultura. Prova disso, é o fato (e me arrisco a dizer) de que nossos pais não nos ensinam coisas do tipo: mitologia grega, origem do homem (fora do contexto religioso), histórias das guerras e música clássica. Não posso afirmar a razão, mas deduzo que seja porque realmente eles não foram educados com isso. Simplesmente desconhecem. E o reflexo é percebido na geração subsequente. Mas a internet está aí! Custa pouco, é multisensorial (trabalha com diversos sentidos) e possui um conteúdo inimaginável.

Então moçada. Cada um tem uma opinião, mas sinto que a internet é hoje, a melhor oportunidade de nos reeducarmos. Aprimorar os sentidos, ampliar o conhecimento e aperfeiçoar as argumentações parte de cada um. E a minha sugestão como ponto de partida para uma possível “evolução pessoal”, está aqui: no ato de educar os ouvidos para enxergar melhor.

Boa Viagem!

Os olhos mentem!

Os olhos não mentem (frase conhecida né). Pois penso que mentem sim. Nossos olhos não passam de brilhos mentirosos que nos enganam no silêncio. Mentem para nós! O olhar, no meu entender, é uma das melhores formas de persuadir, convencer. Sejam os outros, seja a gente. Eles falam verdades, mas também, inverdades. Há pessoas que juram amor eterno à primeira vista e logo depois, passam a odiar. Os olhos nos levam de um extremo ao outro. Criam em nossa mente, realidades e ilusões, às vezes, ao mesmo tempo. E por isso acredito que somos frequentemente enganados pelos nosso olhos e pelos olhares dos outros.

Mas não vim aqui filosofar de coisas que nem sei pô! Isso é um achismo meu. Argumentos sem sustentação que vocês não devem dar valor.

Isso aí em cima foi um pretexto pra dizer que fiz um passeio pelo Flickr de uma amiga fotógrafa. Marine Comin, a quem me refiro, tem um olhar diferenciado. Há tempos percebo uma evolução nas produções fotográficas dela. E, justamente por falar tanto de olhos e olhares, separei algumas imagens da Marine para vocês. É um recorte do meu olhar sobre os olhares das pessoas que a Marine olhou por entre a lente da máquina.

Valeu gente. E abram os olhos! ;)

Olhares

Essas palavras…

As palavras fazem parte de uma linguagem que surgiu há muito tempo como uma forma de comunicação entre os seres humanos, antes mesmo das pinturas e da escrita. As palavras como a conhecemos e a escrevemos, possuem uma origem bem peculiar. O português brasileiro, por exemplo, veio de diversas origens, como do latim, do grego e das culturas indígenas.

Contudo, quero tratar aqui de outra coisa. Falo dos efeitos, dos reflexos das nossas palavras. Inclusive há um ditado popular que vem do provérbio chinês que diz: “Há três coisas na vida que nunca voltam: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida”. Sobre a flecha e a oportunidade, me abstenho de comentários. No entanto sobre a palavra, concordo plenamente com o ditado.

As palavras são capazes libertar e oprimir, alegrar e entristecer, reviver e matar, aliviar e angustiar, rir e chorar, incentivar e desanimar, colorir e acinzentar, amar e odiar… Lindo né? rsrs…

Pois bem. Entrei no assunto porque foi com palavras mal-expressadas que acredito ter ofendido um amigo. Disse nessa postagem (e já corrigi qual foi a minha intenção com aquele post) o seguinte: “foto totalmente desordenada, feia e estourada feita pelo meu colega Luan”. Francamente não percebi o teor prejudicial dessa frase. Isso em razão de querer me referir que os integrantes da foto são feios e estão desordenados. Já a grande luminosidade da imagem realmente é culpa do fotórgrafo, rsrs.

Se vale alguma coisa pedir desculpas publicamente, não sei. Espero que o Luan me compreenda e acredite que realmente minha intenção não foi prejudicá-lo.

Essas palavras…

Intercom Sul 2010 Novo Hamburgo

Em pé: Eu (Alan), Lise, Gi, Camila, Joana, Jana, Lauren e Silvana. Agachados: Luan e Carine.

Crédito da foto dedico a um dos vários fotógrafos do Intercom Sul 2010 em Novo Hamburgo/RS que infelizmente não sei o nome.

Dia do café mano!

Ontem, 24 de maio, foi o Dia Nacional do Café, amigos. E o que isso tem de importante? Explico.

O café é a 2ª bebida mais consumida no Brasil, atrás, apenas da água. O Brasil támbém é um dos maiores produtores desse grão no mundo, e um grande exportador também. Se é uma bebida superconsumida e também um fator econômico relevante, o café tem algo importante a ser esclarecido.

Uma portaria do Ministério da Agricultura assinada ontem, estabelece critérios rígidos para garantir a qualidade do Café brasileiro. Com a medida, o consumidor terá a segurança, atestada pelo governo, de saborear um café mais puro e com um nível mínimo de qualidade. Isso porque, o café produzido no Brasil ou o importado só poderá ter, no máximo, 1% de impurezas. A presença de umidade no grão torrado ou moído também não poderá ultrapassar 5%. Serão observados, ainda, o estado de conservação do produto, aparência, odor e informações de rotulagem, como nome de fabricante, lote, prazo de validade e país de origem, quando for o caso. Leia matéria completa.

A quem quiser saber um pouco mais sobre o assunto e tem “pocavoia” (pouca vontade)  de ler, ouça

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

o áudio (da Voz do Brasil). É bem legal galera. Vale a pena. Pois muitos de vocês, assim como eu, adoram um cafezinho, especialmente agora, nos dias mais frios.

Café

Foto de Rafael Hoff

Baterias recarregadas, ufa!

Bom gente. As baterias do telefone celular, do computador, da máquina fotográfica e principalmente as minhas, já estão recarregadas. Passei sete dias fora de São Miguel do Oeste, praticamente incomunicável. Estive no Rio Grande do Sul em um congresso de estudantes de comunicação. Peço desculpas por não atualizar isto aqui, mas agora tudo vai se normalizar.

Como prova da minha ausência um tanto justificável, deixo esta foto totalmente desordenada e feia (por parte dos fotografados) e estourada (por parte do fotógrafo) meu colega Luan. Na chapa, Eu e o mano Ricardo momentos após a premiação do Intercom Sul 2010, na quarta-feira, dia 19 em Novo Hamburgo/RS.

Em breve, novas postagens. Valeu galera!

Alan-Ricardo

José Hamilton Ribeiro: Caras e bocas

Como sabem, o jornalista José Hamilton Ribeiro esteve aqui em São Miguel do Oeste nesta sexta-feira, dia 14 de maio. Não vou escrever nada sobre a palestra, que foi ótima, diga-se de passagem. O cara é demais, espetacular.

Então, como fiz umas “milequinhentas” fotos do Zé Hamilton, quero partilhar com vocês, uma espécie de ensaio fotográfico, que pode se chamar, Caras e Bocas.

José Hamilton Ribeiro

É hoje: José Hamilton Ribeiro em SMOeste

Galera. Na verdade o post é só um lembrete.

José Hamilton Ribeiro, o cara do que falei aqui nesta semana, chega hoje a São Miguel do Oeste. A palestra começa às 19h no auditório da Unoesc. Inscrições custam R$10 para estudantes e egressos do curso de Jornalismo e R$15 para os demais. A população também pode participar. Pagamento pode ser feito antecipadamente na coordenação do curso, ou na hora. Vagas limitadas gente. Valeu!

Ze Hamilton Ribeiro25-09

Melhore aquela foto “estragada”

Melhorar a fotografia parece coisa de “photoshopeiros” de plantão. Até certo ponto é, pois as alterações que fiz nas fotos abaixo foram no Photoshop. Bah ne, que coisa!

No entanto não é isso que quero repassar a vocês. Venho aqui pra mostrar que ao mudar simples coisas, muda-se também a percepção de uma imagem. Cito como principal, três fatores: corte, tonalidade e contraste.

Há praticamente dois anos, fiz uma prática legal nas aulas de fotojornalismo. A finalidade era fotografar qualquer coisa e melhorá-las na edição em um computador. Então, sem “embromation”, vamos ao resultado disso!

Abaixo a foto original. A imagem foi feita no estacionamento do laticínios Terra Viva entre São Miguel do Oeste e Guaraciaba.

Foto Alan 1 Cópia Original

Depois de alguns rápidos ajustes, vejam o resultado:

Foto Alan 1 Editada

ANÁLISE TÉCNICA:

Corte: Vertical para prevalecer as informações mais importantes (sol, árvore e céu). Bastante profundidade de campo.
Espelhamento: O sol é mais importante que a árvore. Por isso a imagem foi espelhada (invertida).
Tratamento: Primeiro feito ajuste dos tons quentes (amarelo do sol e vermelho dos raios). Depois o ajuste nas cores frias (azul do céu e preto da árvore). Os recursos para isso foram de cor seletiva, níveis, brilho/contraste e nitidez.
Técnica: Contra-luz (pouca abertura do diafragma – F29, e razoável tempo de exposição – 0”5. Sol poente as 19h30, horário de verão em novembro.
Máquina: Sony Alfa 100
Lente: 18-75mm
Problema: Devido a baixa velocidade e a falta de equipamento de suporte (tripé) percebe-se que a árvore está levemente estremecida no topo.

Agora a foto é de um baú acorrentado e trancado com um cadeado que estava nos corredores da Unoesc. Segue foto original.

Foto Alan 2 Cópia Original

Mais alguns pequenos ajustes e…

Foto Alan 2 Editada

ANÁLISE TÉCNICA

Corte: Que prioriza todas as informações (caixa, corrente, cadeado) com pouca profundidade de campo. Também foi endireitado a perspectiva com um corte.
Tratamento: Primeiro a imagem foi transformada em escala de cinza. (O cadeado e a corrente são elementos frios. Estão em mais evidência que a caixa de madeira que é um elemento quente, não pela cor, mas pelo seu significado, pois a madeira pega fogo facilmente). Depois foi feito tratamendo de níveis, brilho/contraste e nitidez.
Técnica: Aproximada da técnica Macro que são objetos muito próximos da lente. (Sem flash. Bastante abertura do diafragma – F5, e razoável tempo de exposição – 25. Caixa exposta em corredor sob lulz artificial de lâmpadas fluorescentes.
Máquina: Sony Alfa 100
Lente: 18-75mm
Problema: Devido ao tratamento de brilho/contraste o cadeado ficou com uma pequena parte superexposta, ou seja, ficou muito branco.